quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PEDRAS SALGADAS MORRE

Eu também não queria ter mais razão, do que aquela que expressei no infomail que enviei aos aguiarenses.Preocupei-me na altura com o atraso exagerado que as obras apresentavam, percepção tida não só pelo meu conhecimento da área, mas também pelo sentimento generalizado que circulava na vila de Pedras Salgadas, assim como por ter bem presentes as palavras proferidas por Pires de Lima e por Domingos Dias no lançamento da primeira pedra.Agora Pires de Lima ao dizer que “É necessário rentabilizar a operação de Vidago para saber que projecto será viável para Pedras Salgadas", diz-nos de um modo muito subtil, não que o Hotel ainda não tem data de inicio definida, mas sim que o mesmo nunca será construído.Refere também que o Hotel está a ser redesenhado, Há quanto tempo? Redesenhá-lo com base na evolução de Vidago que ainda nem começou? Pura contradição. Mas, se não o fosse, porque não dar atempadamente uma explicação aos Aguiarenses?Demasiados perguntas, para uma só resposta, que mais uma vez previ no meu infomail e passo a citar “Nada me espanta, que agora com reuniões de emergência se crie um plano de intervenção ultra-rápido e parte das tão desejadas obras (PARQUE TERMAL), que deveriam estar concluídas há um ano atrás, sejam inauguradas com “pompa e circunstância” dois ou três dias antes das próximas eleições autárquicas e depois…, bem, depois voltem a fechar o parque para refazer aquilo que foi feito à pressa... “.Fico desolado com este fim anunciado do parque termal de Pedras Salgadas e da vila de Pedras Salgadas.Mas mais desapontado fico, por saber que a data de inauguração tão estrategicamente marcada, serviria apenas, para mais uma vez tapar os olhos aos Aguiarenses.Deixo duas questões:- Caber-nos-ia a nós estar atentos para ver a lenta evolução das obras, ou caberia ao responsáveis locais, que no meu entender são os verdadeiros responsáveis pelo desenvolvimento do concelho?- O que fez o Município de Vila Pouca de Aguiar fora dos muros do parque, para que o Termalismo desencadeasse um processo de desenvolvimento imparável?
José Eduardo quinteiro, Eng.º

1 comentário:

  1. Exmo. Sr. Embaixador Francisco Seixas da Costa
    Em primeiro lugar, permita-me que lhe refira que tentei não dar qualquer conotação politica ao meu comentário, pois antes de ser candidato a presidente de câmara, sou Transmontano e natural do concelho de Vila Pouca de Aguiar, terra que escolhi para a minha actividade profissional e na qual resido. Inclusive já morei em Pedras Salgadas.
    Assim, limitei-me a expressar a minha preocupação com o futuro daquele lugar, bafejado pela natureza para ser uma linda Vila Termal, como outrora já foi, mas que se mantém em agonia (económica e social) há bastante tempo, sustentada em promessas vãs, que agora, face a uma atitude pensada da UNICER, levarão ao fim do Termalismo em Pedras Salgadas.
    Só não vê quem não quer. A desactivação do Hotel Avelames, quando as obras de recuperação do mesmo ainda não tinham data de inicio, veio levantar o “véu” daquilo que agora efectivamente se perspectiva. Não vai haver hotel no interior do parque.
    A frontalidade, característica dos transmontanos, não poderia estar ausente no meu comentário, como tal não poderia deixar de chamar os “bois pelos nomes” e levantar o dedo aos verdadeiros responsáveis pelo incumprimento do projecto PIN (UNICER) e àqueles que deveriam ser os verdadeiros interessados na sua conclusão.
    Quanto ao comentário que enviei, poderia ser apresentado como anónimo e aí dizer de um modo contundente tudo aquilo, que felizmente já é do conhecimento público, acerca do envolvimento de algumas pessoas neste projecto. Mas acima de tudo a frontalidade a coragem, razão pela qual assinei o comentário.
    Em segundo lugar, e analisando melhor as duas obras distintas (Vidago e Pedras Salgadas) que a UNICER quer tão estrategicamente unificar, constato que é alarmante a derrapagem orçamental das obras de Vidago, que embora atrasada vai ser cumprida na íntegra e quem sabe se não vai ser suportada (na parte que cabe à UNICER) à custa da não execução das obras em Pedras Salgadas.
    Não queria comentar as palavras da Dr.ª Joana Queiroz Ribeiro, pois outra coisa não se esperava, mas não posso deixar de salientar a habilidade em unificar uma obra que além o facto de ter referido que a UNICER “foi quem investiu, nos últimos 25 anos, nestes Parques e podemos assegurar que somos um dos maiores investidores privados na região”. Efectivamente investiram e estão a investir em Vidago, pois o volume de obras assim o justifica, mas quanto a Pedras Salgadas, o investimento maior deve-se ao pagamento dos honorários de “assessorias, fiscalização e outras prestações de serviços”, do que a obra propriamente dita pelo atraso da mesma. É factual a lentidão com que as obras foram desenvolvidas.
    Tudo serviu para justificar o injustificável. Até houve quem tentasse imputar a responsabilidade do atraso nas obras ao Sr. Arq. Siza Vieira, dizendo que estava permanentemente a introduzir alterações no projecto. Sejamos honestos e responsáveis. Certamente o Sr. Arquitecto, oportunamente, responderá, se já não respondeu a esta insinuação difamatória.
    Mas, tendo em consideração as palavras do Dr. Pires de Lima, deduzo “facilmente”, que ou há uma intervenção rápida e urgente por parte da CCDR e da AICEP, e a UNICER é chamada à responsabilidade, exigindo-se-lhe o CUMPRIMENTO INTEGRAL do projecto PIN, previsto para Pedras Salgadas, ou ao fim de dois ou três anos o balneário fecha, face à não rentabilidade do mesmo. Pois nem sequer há HOTEL.

    José Eduardo Quinteiro, Eng.º

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